Existem aquelas histórias que você conta nas festas e rodas
de amigos, quando ninguém mais te dá atenção e todo mundo
já está bocejando das suas piadas. O Histórias Massa é um arquivo
dessas histórias que - se forem mentira, a culpa não é nossa.
25.9.03
Literatura
Aproveito esse espaço para fazer uma recomendação literária. Vi esse livro pela primeira vez na recepção de uma rádio de Salvador, e me apaixonei.
O nome do livro é PEQUENO MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA A VIDA - 500 Sugestões, Observações e Lembretes para se levar uma Vida Boa e Gratificante. O autor, H. Jackson Brown Junior. A editora, Ediouro. Procurem, comprem, vocês algum dia irão precisar.
Separei alguns verbetes, aproveitem.
"19. Compre ótimos livros, mesmo que nunca os leia."
"26. Se estiver numa briga, bata primeiro e com força."
"39. Nunca recuse biscoitos caseiros."
"72. Coma passas."
"285. Descubra uma outra maneira de provar sua masculinidade que não seja atirar em animais e pássaros indefesos."
"338. Jamais coma o último biscoito."
"339. Prove tudo que lhe for oferecido por demonstradores de alimentos no supermercado."
"347. Examine suas fotos antigas. Selecione dez e prenda-as, com fita adesiva no verso, nos armários da cozinha. Mude-as a cada 30 dias."
"393. Fique longe dos clubes noturnos."
Eu ia tecer comentários sobre cada um dos verbetes, mas acho que não será necessário.
Foi Huguinho, do post abaixo, que disse que ouviu isso. O que torna essa história pouco confiável. Mas mesmo assim eu vou contar.
Uma menina de 7 anos de idade iria cantar. Ao entrar no palco, Raul Gil perguntou:
- Qual o seu nome?
- Natarajamahesvarashiva - respondeu a menina.
- Nossa, que nome grande!!! - se assustou Raul Gil - Por que seu nome é tão grande?
- Porque minha mãe é hindu - esclareceu Natarajamahesvarashiva.
- Nossa, sua mãe com um nome tão pequeno e você com o nome tão grande!!!
Dessa, nem a velha de A Praça é Nossa seria capaz.
Huguinho e Uvaiir estavam chegando no Aeroclube Plaza Show, quando ocorreu o seguinte diálogo:
- Eu já falava papito bem antes de Supla. - sentenciou Uvaiir.
- O quê? A farra dos fabricantes de sopa? Aqui, no Aeroclube? - entendeu Huguinho.
A minha dúvida é se existe, em algum lugar, uma farra dos fabricantes de sopa. E se existe, como Uvaiir poderia identificar uma farra feita por fabricantes de sopa. O que diferenciaria a farra organizadas por pessoas que fabricam sopa das organizadas por qualquer outro tipo de fabricante ou profissional? Caldeirões com sopa? Ou todos estariam segurando uma colher? Ou seria... Ah, cansei...
Norma estava num ônibus em Brasília, quando percebeu um casal de adolescentes, 15, 16 anos, no maior chupão, uns bancos à frente. Ficou observando, achando muito bonitinha aquela cena.
Depois de um demorado beijo, o garoto olha pra garota - Norma na espera de uma linda declaração de amor juvenil - e fala: - Caráio, véio, te amo!
E a garota, compreendendo todo aquele momento de paixão, respondeu: - Sóóó...
A vida de Itamarzinho era dirigir. Fato normal, não tivesse Itamarzinho 15 anos. Ele morava com a mãe em Ilhéus, e ela costumava lhe emprestar o carro para que ele fosse visitar o pai em Itabuna.
Outra paixão de Itamarzinho era atirar ovos nos pedestres enquanto dirigia. Precavido, levava sempre consigo uma dúzia.
Suas vítimas prediletas eram aquelas pessoas que pareciam ocupadas. Um homem carregando uma gaiola de passarinhos, por exemplo.
Era uma daquelas vezes em que ia com o carro da mãe para Itabuna visitar o pai. Passou por um rapaz empurrando um carrinho de mão. Um ovo na nuca, outro nas costas. Itamarzinho gargalhava. Tinha um prazer quase sexual. Nada na vida poderia ser melhor que dirigir e arremessar ovos nos outros ao mesmo tempo. Uma senhora carregando sacolas de compras, um ovo nas costas, outro no braço. Era habilidoso, conseguia lançar dois ovos quase que simultaneamente.
Estava voltando para Ilhéus quando, no meio da estrada, viu um homem andando de bicicleta, bastante distraído. Acelerou o carro, pra dar maior velocidade ao ovo, e acertou em cheio as costas descobertas do homem. Quase teve um orgasmo de tanto gargalhar.
Mas o carro começou a engasgar e, uns 100 metros depois, parou. Itamarzinho entrou em pânico, em pouco segundos o homem da bicicleta o alcançaria. Mas o homem, acreditando ser mais uma brincadeira, manteve a velocidade. Desesperado, Itamarzinho fechou os vidros, trancou o carro, e saiu correndo. Vendo o seu agressor correndo, acelerou a bicicleta e encheu o menino de porrada.
Itamarzinho lembra ter ouvido, enquanto apanhava, frases do tipo: - Cadê os ovo agora?! Cadê os ovo agora, hein?!
Depois da surra, voltou para o carro, todo quebrado, e seguiu para Ilhéus.
Chegando em casa, encontra sua mãe, toda suja de ovo, com cara de MUITO PUTA. Ela era a senhora que estava fazendo compras em Itabuna, e reconheceu seu próprio carro depois do ataque.
Reza a lenda que Itamarzinho só saiu do castigo quando alcançou a maioridade.
Stuart Pitel e seus dois primos, Billy Pitel e Andy Pitel, durante um veraneio em Ilhéus, pagaram uma profissional do sexo para dar uma de com força. Os três pelo preço de um.
Tiraram no zerinho ou um quem iria primeiro, e Stuart ganhou. A garota de vida fácil ficou deitada na areia da praia enquanto ele se posicionava para começar os trabalhos.
Ao terminar o serviço, num surto de mal-coleguismo, Stuart jogou areia no órgão sexual da libertina.
Stuart acabou surrado pela puta e pelos primos, que não puderam usufruir o serviço para o qual pagaram, e que sabiam que não haveria devolução.
Ele ainda não sabia, mas Stuart tinha acabado de criar a expressão jogar areia em buceta, que significa o mesmo que enojar o baba, manguear, praticar joselitice, ou seja, atrapalhar com fins esculhambatórios algo ou alguém.
Zezinho trabalhava como guia em Lençóis. A história aconteceu quando ele levava um casal de alemães para conhecer a Cachoeira da Fumaça.
Estavam no meio da trilha, e o alemão pediu para Zezinho parar e ficar do lado de sua esposa. O gringo deu alguns passos, armou o tripé da câmera fotográfica, ligou o timer e saiu correndo em direção aos dois.
Ao ver o turista correndo, Zezinho correu mais ainda. Se mandou, não parou nem pra olhar para trás. Largou os dois lá, no meio do mato.
Quando chegou na cidade, pálido e esbaforido, foi tentar explicar o que ocorreu: - Rapaz, vi aquela coisa piscando. Se o cara, que era dono, saiu correndo, eu é que ia ficar?
Eram sete da manhã. Hora de ir para a escola. Frank, que naquela época tinha uns 15 anos, estava dormindo um soninho bom, o sono dos justos, quando a mãe dele o chamou, seguindo uma rotina diária: "Frank, acorda, está na hora de ir à escola".
"Mãe, deixa eu terminar de comer essa mulher aqui, que eu acordo já".
Abelhas Semi-africanas Semi-assassinas
(ou 'Lençóis, a cidade maldita 2')
História enviada por Daniel Teixeira.
Era a primeira vez que eu, meu pai, minhas duas irmãs, uma amiga do meu pai e o filho dela íamos a Lençóis.
As coisas começaram a dar errado quando, na curva de entrada da cidade, o carro da amiga de meu pai derrapou e o pneu estourou. Depois do susto e do pneu trocado, seguimos viagem.
Chegamos lá por volta das 15h, e, por recomendação de um nativo conhecido de meu pai, fomos fazer os passeios mais leves. O Salão de Areia, o Serrano, a Cachoeirinha e o Poço Halley. Passeios seguros.
Um grupo de pessoas seguia pelo mesmo caminho, e decidimos nos juntar. Eu, todo alegre, vinha na frente do grupo, dando uma de guia. Estávamos próximos ao Serrano quando ouvi um barulho estranho e senti uma dor muito forte, como se mil agulhas tivessem sido enfiadas na minha cabeça. Era um enxame de abelhas.
O desespero era tanto, que um rapaz não agüentou de tanta abelha entrando no ouvido, que pegou o seu chinelo Rider e começou a bater na própria cara.
Eu saí correndo, procurando algum lugar para me esconder. Não achava, não achava, até que vi um riachinho que mal cobria metade do meu corpo quando deitado. No desespero, foi nele mesmo que me joguei. Vendo que a água não me protegia, comecei a gritar:
- Morre, suas féla da Puta!
Meus gritos não surtiram muito efeito com as abelhas, mas, de repente, aparece um ninja (tá certo, era só uma pessoa com uma camisa na cabeça, somente com os olhos à mostra, mas eu era uma criança, precisava fantasiar um pouco). Ele me falou algo que não me lembro e me tirou de lá, me levando para um poço bem mais profundo, onde os outros do grupo estavam se protegendo.
Estavam todos lá, menos minhas irmãs e meu pai. Entrei em desespero, até que vi meu pai lutando bravamente contra as abelhas, procurando pelas meninas. Ele saía do poço com a camisa molhada para buscá-las, mas não resistia por muito tempo e tinha que voltar.
Minha irmã mais nova apareceu correndo, junto com o filho da amiga de meu pai, que só agora havia notado que não estava com a gente. Eles tinham caído num buraco de seis metros, e demoraram para conseguir sair de lá. Logo depois se ouviu uma voz vinda dos arbustos, dizendo que estava tudo bem com minha outra irmã.
Mas meu pai demorava a voltar pro poço. Corria de um lado para o outro, até desabar e ser amparado por Nego Dé, outro amigo de meu pai, nativo de Lençóis, que apareceu do nada, botou meu pai nas costas e foi correndo com ele até a cidade.
Naquele momento eu não sabia que meu pai tinha caído de cara nas pedras!
As abelhas foram embora, e podemos sair do nosso esconderijo. Quando estávamos voltando para cidade, especulavam que as abelhas que nos atacaram eram africanas, mas alguém disse que não existem mais abelhas africanas no Brasil, apenas Semi-africanas. Pronto, a onda do politicamente correto alcançou as abelhas.
Logo no nosso primeiro dia em Lençóis tivemos um ótimo saldo, meu pai ficou com uma perna quebrada e a cara esfolada, minha irmã que caiu no poço rompeu os ligamentos do joelho, eu fiquei com um talho no pé e uma dor de cabeça do caralho, sem contar inúmeras picadas de abelha. Só minha outra irmã, muito muito muito sortuda, não sofreu sequer uma picada. Muito, muito sortuda.