Existem aquelas histórias que você conta nas festas e rodas
de amigos, quando ninguém mais te dá atenção e todo mundo
já está bocejando das suas piadas. O Histórias Massa é um arquivo
dessas histórias que - se forem mentira, a culpa não é nossa.
19.1.06
Informação
Era a primeira vez que Pauderney e Abfonso iam pro Guarujá. Estavam perdidos e decidiram parar para pedir informação.
Abfonso encostou o carro na calçada pra Pauderney descer e perguntar a um senhor sentado debaixo de uma árvore.
Nesse exato momento uma moto em alta velocidade cortou o carro pela direita e acabou acertando em cheio a porta recém aberta por Pauderney.
O cara que vinha na frente bateu o pescoço na quina da porta e já caiu morto. O outro saiu voando e aterrisou com o peito nu na calçada.
Pauderney colocou a mão na cabeça. O que iria fazer agora?! Abfonso, mais consciente, desceu correndo e foi socorrer os motoqueiros.
Mas antes que qualquer pessoa se aproximasse, o motoqueiro que ainda estava vivo levantou correndo. Até porque, se quem levantesse (correndo ou não) fosse o motoqueiro que estava morto, essa história não estaria nesse blog.
Pois então. Ele levantou, olhou o companheiro estirado no chão, olhou o próprio peito ensanguentado, olhou a cara de desespero de todos em volta, levantou a moto, montou nela e foi embora.
Pauderney ajoelhou no chão, abaixou a cabeça e começou a chorar.
Ficou assim por alguns segundos, até um homem se aproximar e colocar a mão no seu ombro. Era um policial, que assim que Pauderney se virou proferiu: - Parabéns, meu rapaz. Você acaba de impedir o roubo de uma moto e matar o bandido mais procurado da região.
Xérxes, operador de telemarketing, filiado ao PCOTM, trabalhava no call center de uma operadora de telefonia móvel.
Estava atendendo à 743.022.938ª cliente que ligava naquele dia para se queixar do péssimo serviço prestado pela empresa.
Xérxes, fiel seguidor do regulamento, vai estar ouvindo a queixa, pra estar se desculpando com o cliente, pra estar colocando a culpa em outrem, pra estar se eximindo de qualquer responsabilidade, para estar deixando o cliente na mão: - A senhora vai estar esperando 72 horas úteis, para alguém estar ligando, para estar esclarecendo melhor sobre a sua insatisfação.
Quando percebeu que não resolveriam seu problema - ou seja, quando discou o primeiro dígito após o terceiro zero do 0800 - a cliente, Dona Gertrudes Alvarenga, se revoltou e começou a gritar e xingar Xérxes.
Xérxes, experiente, agradecia cordialmente os impropérios: - Pois não, senhora. Muito obrigado, senhora. Sem dúvida nenhuma, senhora.
Dona Gertrudes, quando viu que o seu acesso de raiva de nada adiantaria, respirou fundo e requisitou: - Por favor, eu quero falar agora com o seu subordinado!
Xérxes, surpreso, se levantou. Olhou pra um lado, olhou pro outro, e passou o telefone para a única pessoa presente hierarquicamente inferior a ele: o faxineiro.
A equipe de produção de uma agência de Salvador estava reunida. Se discutia a necessidade da compra, a preços módicos, de cordões para crachá, daqueles que se coloca pendurado em volta do pescoço. Seria um evento grande para um cliente grande. Seria necessário muito cordão.
Então Abneide, ávida por emitir sua opinião, disse: - No Taboão vende.
E pra dar ênfase ao seu comentário, mostrar que entendia mesmo do que estava falando, com as mãos firmes e paralelas, ela mostrou a medida no objeto: - Tem cada rolão, ó, deste tamanho!
- Alô? - Oi, filha! - Oi, pai. - E aí, quem você vai trazer com você pro natal? - Ninguém, pai. Por quê? - Ninguém?! Ô minha filha, sozinha de novo no fim de ano? Você não acha que já passou da hora de entrar numa academia?